
O Álbum Fortaleza
É uma coletânea com as minhas principais músicas gravadas pelos/com os Argonautas, entre 2008 e 2022.
(Esse parágrafo serve aos Argonautas) Meninos, amo-os todos - e espero que me amem também. FIz isso por uma espécie de tecnicidade das plataformas de streaing de música.
Contém as canções
Fortaleza (Rafael Torres e daqui por diante) - Canção que compus em homenagem à minha cidade, que tanto amo. Trecho favorito da letra: "meu coração é o vitral todo espelhado / no chão da catedral / sem nunca se apagar."
Suassuna - Composta para a voz de Mônica Salmaso, quando, em 2017, ela veio a Fortaleza fazer um show conosco. E ela cantou lindamente, a melodia não tão simples. Trecho favorito da letra: "Suassuna / o banzo do Brasil / teu banzo será."
Choro Dela - Composta para a minha filha Beatriz, em 2011, quando fez 1 ano. Fazia parte da lembrancinha do aniversário um CD com, apenas, essa música. Era outra gravação, esta aqui foi feita quando estávamos no auge do grupo, por volta de 2018, 2020. Trecho favorito da letra: "Eu tenho a solução / pro solucinho que me estanca o coração / sei que o antídoto é alguma distração / e eu me distraio nela."
Alameda - Esta peça é bem antiga (dos meus 18 anos, em 1999), mas eu sempre quis gravar. O violoncelo de Fernando Lage lhe confere um charme e uma sofisticação intrínsecos. Já havíamos gravado com o violino de Fred Barreto e ficou igualmente maravilhosa. Trecho favorito da letra: "Quero inventar / outro porvir/ de outro viver..." Significa: quero um novo futuro, mas de outro pasado.
Manual da Leveza - Assim como Suassuna foi feita para Mônica Salmaso, Manual da Leveza foi para Renato Braz. (E sim, fazemos isso tanto para os homenagear quanto para crescer um pouco). Eu queria colocar aqui a reação dele (em áudio de WhatsApp) ao ouví-la. Mas tem muito nome feio. A letra faz uso do erro de prosódia, mas com estilo. Trecho favorito da letra: "Que a prosodia ficasse de lado por alguns versinhoss / esse vinho / esse lençol / essa pele / esse Vivaldi / esse Fellini."
Canoa Quebrada - Trata-se de uma praia, aqui no Ceará. O nome é mágico e o lugar é mágico. Foi uma das duas músicas que escolhi para nosso único EP subsidiado pelo estado. O EP "Notas Soltas", apoiado pela lei Aldir Blanc. Trecho favorito da letra: "Canoa Quebrada / será reconfortante / serei teu retirante / erguido tão distante / do olhar das coisas velhas..."
A Solidão - É a outra que foi gravada no EP Notas Soltas, de 2022. Trecho favorito da letra: "O guarda noturno, o turno em vão / todo faroleiro e sacristão / o jangadeiro que erra / onde o mar é todo escuridão" e "O marido e a mulher dormem / sem saber que o outro é alguém / às vezes, dormem no mundo / mas com ela, sempre, a solidão".
Cantiga do Sertão - Também muito antiga (eu devia ter 16-17 anos), Cantiga do Sertão conta apenas com minha voz com um violão. Nesse caso, eu chamei o lendário Nonato Luiz, mas o arranjo do violão é meu. Ele copiou direitinho, acrescentando, apenas, umas escalas na introdução e no final. Trecho favorito da letra: "Minha prece ecoava nos séus / seguindo outras mil / mas, se existe um Deus / não é por aqui / e esses lábios meus / ficavam sem sorrir."
Miudilha do Beijo - Na única instrumental do disco, foi feito um troca-troca entre mim e o Ayrton (a outra alma dos Argonautas): ele fez o violão e eu, o acordeon. Depois, pediu para nunca mais tocar essa música, porque é difícil. Fiz para a minha ex-esposa, Flaviana, com todo o amor.
Interiores - Música que dá título ao nosso primeiro disco, lançado em 2009, Interiores alterna-se entre um frevo e uma marcha-rancho. Trecho favorito da letra: "Vivo no século errado e me pego acuado, sem poder sair / nunca escutei o falar do vizinho do lado, que não conheci / nunca adentrei consternado um sobrado assombrado, querendo fugir / não tomei leite mugido, esperando, sem presssa, o dia surgir."




